Sempre ouvi das pessoas o adágio:" Uns choram porque não apanham, outros choram porque não lhe batem"; mas nunca parei pra refletir sobre o real sentido desta frase. Ela simboliza o aspecto do gênero humano que tem regido a história da humanidade. O desejo do progresso, a insatisfação, a vontade de está sempre numa situação não necessariamente melhor mas, diferente.
Hoje, vivendo um pouco dos dois lados; apanhando, chorando, batendo, lamentando as surras que não tomei, e sofrendo as coças já choradas, já não sei se é melhor sofrer ou gozar, porque o prazer também cansa; a felicidade contínua é monótona, deprime, é portanto, triste. O contentamento é um sentimento dinâmico, por isso parece passageiro. Mas na verdade para que o tenhamos por mais tempo, devemos está em constante trânsito dentro de um espaço multi-dimensional com coordenadas que apontam para o incerto, o nostálgico, o desconhecido. O encontro dos eixos é portanto cada ponto estático da realidade de um individuo, ou seja, os momentos imediatamente posteriores a um intervalo de "harmonia"( satisfação) são na verdade o ponto de partida para novas buscas. É uma espécie de universo que só existe quando a velocidade relativa de seus habitantes é diferente de zero. Se para o leitor isso parecer incompreensível, é natural. Nunca entendemos mesmo porque a felicidade é tão restrita, incondicional e escorregadia.
Não posso garantir, mas se você é um dos sujeitos que não considera a vida, ditosa - mexa-se, rodopie, dance, e não se limite as dimensões einstenianas. Seja ativo, ou seja, feliz...
sábado, 21 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Música

Queria entender a musica. Não sei se é arte, se ciência; se quando criamos uma peça estamos aprendendo ou ensinando. Parece haver leis matemáticas que regem as melodias, mas com um caráter sentimental e humano. Poderia os abstratos números traduzir-se em uma linda sinfonia?
A combinação de som e silêncio me fascina. Frequências discretas que causam reações diversas... Aprender um instrumento é permitir que seu cérebro ramifique para fora do seu corpo. Crie extensões. Que uma máquina ganhe vida. É mais que isso: é permitir que o inanimado nos ensine, nos descubra.
Música é.................
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